O PCP questionou hoje o Governo sobre a situação
de mais de 20 médicos em prestação de serviços na urgência do hospital da
Figueira da Foz, alegando que irão ser despedidos para contratação de outros através
de uma empresa privada.
Na pergunta enviada ao ministério da Saúde, a que
a agência Lusa teve hoje acesso, os deputados comunistas Ana Mesquita, Paula
Santos e João Dias argumentam que o Hospital Distrital da Figueira da Foz
(HDFF) “conta com um grupo de mais de 20 médicos que desempenham funções no
Serviço de Urgências através de prestação de serviços diretamente ao hospital”.
“Estes médicos mantêm a disponibilidade para
continuar a prestar serviços no HDF, exigindo que este assuma os compromissos celebrados
em 2018 no que toca à dimensão da escala e que foram moeda de troca por redução
remuneratória”, explicam.
De acordo com os deputados do PCP, o HDFF “para
além de não cumprir os compromissos” com os médicos em causa, “pretende agora
despedi-los e proceder à subcontratação de médicos através de empresas de
aluguer de mão-de-obra, propondo-se a pagar, inclusivamente, mais à empresa do
que pagava aos médicos”.
No texto entregue no parlamento e dirigido ao
ministério liderado por Marta Temido, o PCP quer saber se o Governo tem
conhecimento desta situação, como a avalia e o que pretende fazer.
“Considera o Governo que esta posição do conselho
de administração do HDFF garante o honrar de compromissos assumidos com os
trabalhadores e o integral respeito pelos seus direitos”, questionam ainda os
deputados comunistas.
O PCP quer também ser esclarecido sobre a posição
do Governo face à opção de serem subcontratados médicos “por uma empresa de
aluguer de mão-de-obra, pagando-se mais a uma empresa privada do que
diretamente aos médicos”.