quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

E AGORA QUEM ASSUME RESPONSABILIDADES POR TÃO ESQUISITO NEGÓCIO?


PAÇO DE MAIORCA “OBRIGA” CÂMARA A PAGAR MAIS DE CINCO MILHÕES DE EUROS

O município da Figueira da Foz foi condenado a pagar mais de cinco milhões de euros à massa insolvente da Paço de Maiorca, Promoção e Gestão de Equipamentos Hoteleiros S.A. O tribunal deu como provado que a Câmara Municipal da Figueira da Foz decidiu pôr termo ao projecto, não concluindo os trabalhos de empreitada, ficando e permanecendo por pagar, até à presente data, a título de financiamento e de trabalhos de construção, créditos no valor de cinco milhões, cento e quinze mil, quatrocentos e quarenta e quatro euros e noventa cêntimos (5.115.444,90 euros).

Diário de Coimbra

A TODO O VAPOR: Depois disto fico sinceramente à espera que aqueles que ultimamente se servem das redes sociais para por cá aquela palha crucificarem, criticarem e até enxovalharem o actual executivo autarquico e os seus membros o que terão a dizer sobre este imbróglio...
 Diário as Beiras


Noticia no Diário das Beiras

AGENDA DESPORTIVA FIM DE SEMANA NAVAL 1893




AFINAL A GREVE NÃO ERA ASSIM TÃO FALSA COMO SE QUIS FAZER TRANSPARECER

PARA QUE TER COMO OBJECTIVO SUBIR DE DIVISÃO SE NÃO TEM CONDIÇÕES FINANCEIRAS PARA ESTAR ONDE ESTÁ?
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0PINIÃO...OS TUBARÕES NÃO SÃO VEGETARIANOS




O deputado do Iniciativa Liberal (IL), Cotrim Figueiredo, e o do Chega, André Ventura, apresentam-se como democratas travestindo o fascismo que é a sua marca. Álvaro Garcia Linera, com lucidez afirma que «num momento de crise, por trás de qualquer liberal moderado há um fascista». Refira-se que Garcia Linera é o vice-presidente da Bolívia deposto por um recente golpe de estado que ainda não mereceu condenação pela ONU, União Europeia (UE) ou pelo nosso ministro dos Negócios Estrangeiros, sempre tão lesto e interventivo desde que em linha com os EUA, o que os torna objectivamente cúmplices do fascismo que emerge com dureza e crueldade nesse país. O que também não é uma novidade nas políticas demo-liberais, recordem-se as tergiversações dos sociais-democratas da República de Weimar que conduziram os nazis ao poder ou as submissões de Chamberlain e Daladier a Hitler.









«Mariana Mazzucato (...) diz que “todas as grandes inovações recentes” — dos carros sem condutor à tecnologia de armazenamento de bateria — “vieram do Estado”. “O que seria da Google sem a Internet e sem o GPS? Nada". Basta dar um passo atrás. Quem inventou a Internet? Cientistas da Defesa norte-americana. Quem inventou o GPS? Cientistas financiados pela Marinha norte-americana e pela NASA. Que ideia essencial usa o GPS? A teoria da relatividade de Albert Einstein, sem a qual o GPS teria um erro de 11,2 quilómetros. Quem financiou Einstein durante anos? O Instituto de Estudos Avançados de Princeton. Quem financia hoje muita dessa investigação? Agências da Administração Trump. Foi financiamento do Estado que pagou a investigação que permitiu à Apple inventar os seus melhores produtos; a tecnologia touch-screen baseou-se em investigação feita em laboratórios financiados pelo governo americano nos anos 1960 e 1970; foi com fundos do Estado que dois cientistas europeus descobriram a magnetorresistência gigante (que lhes valeu o Prémio Nobel da Física 2007) — Steve Jobs disse que “foi isso que tornou o iPod possível”. Mazzucato vai mais longe: “Tudo o que é inteligente no iPhone foi financiado pelo Governo.” Isto é o que toda a gente sabe. Como é em Portugal? Sendo muito diferente, é muito igual. O Estado tem um papel fundamental no “ecossistema” onde nascem as startups. Isso vai do INESC (TEC) (Porto) ao Hub Criativo do Beato (Lisboa), que não financiam com cash, aos milhões investidos a fundo perdido nas startups. A formação dos engenheiros do Instituto Superior Técnico de Lisboa custa 70 milhões de euros por ano, dos quais 50 milhões vêm do Orçamento do Estado. Noutra escala, mas com a mesma lógica, o MIT recebe “dezenas de milhares de milhões” de fundos federais de 26 agências do Estado».


O liberalismo só tem aumentado o fosso entre ricos e pobres. Vende a ideia que a liberdade do mercado seria mais igualitária quando não há nada mais desigual do que o tratamento igual entre desiguais. Desde 1980 os 1% com mais rendimentos capturaram duas vezes mais ganhos do que os 50% mais pobres. Entre 1988 e 2008, os 10% mais ricos da população mundial apropriaram-se de mais de 60% de todo o crescimento do rendimento mundial. Em 2010, 1% dos mais ricos do planeta controlavam 46% de toda a riqueza mundial. Com tamanha desigualdade de poder económico a democracia é subvertida. A liberdade dos azevedos, amorins, salgados não é a mesma de um trabalhador precário, de um trabalhador sujeito à herança da troika na área das relações laborais ou mesmo dos que se situam nas classes médias.




           Daqui

REMO DA NAVAL PARTICIPOU NA 3ª REGATA DA ASSOCIAÇÃO DE REMO DA BEIRA LITORAL (ARBL)


O Remo da Naval participou na 3ª prova do Torneio 1ªs Remadas e Circuito Remo Jovem e Adaptado 2019/20, que se realizou a 07 de dezembro em Aveiro.

Esta 3ª prova é um duatlo onde os atletas efetuam uma primeira prova em ergómetro e de seguida correm mais uma distância consoante o seu escalão, tendo participado 8 clubes e mais de 200 Atletas.

A Naval continua a obter excelentes resultados nos vários escalões em competição, nomeadamente:
          Torneio 1ªs Remadas:
o          Benjamin Feminino – 2º Lugar para Sofia Oliveira
o          Infantil Feminino – 3º Lugar para Maria Santos;
o          Infantis Masculinos – 1º Lugar para Francisco Cruz;
o          Iniciados Masculinos – 5º Lugar para Dinis Oliveira;
o          Juvenis Femininos – 2º Lugar para Matilde Cavaco;
o          Juvenis Masculinos – 3º Lugar para Pedro Rodrigues.
          Remo Jovem:
o          Infantil Masculino – 6º Lugar para Alexandre Canhola e 7º Lugar para Hugo Baeta;
o          Iniciados Femininos – 11º Lugar para Joana Rocha
o          Iniciados Masculinos – 4º Lugar para Dinis Lagem, 12º Lugar para Bernardo Cruz, 14º Lugar para Daniel Alexandre e 22º Lugar para José Loureiro;
o          Juvenis Femininos – 1º Lugar para Madalena Peça, 2º Lugar para Raquel Ferrolho e 8º Lugar para Inês Mendes.
o          Juvenis Masculinos – 7º Lugar para Diogo Ferreira, 19º Lugar para João Oliveira, 32º Lugar para Henrique Pinho e 38º Lugar para Daniel Silva.

Estas classificações são o resultado do enorme esforço que o Corpo Técnico da Naval e aos seus Atletas têm feito esta época, continuando a treinar durante a semana no Mercado Municipal e ao fim de semana em Montemor o Velho, enquanto ainda não está construído o Pavilhão Náutico.

Por este motivo o Núcleo de Antigos Remadores da Associação Naval 1º de Maio endereça os Parabéns aos treinadores José Canhola e Patrícia Batista e aos Atletas da Naval com votos de continuação do bom trabalho que têm feito até aqui.

Galeria Fotografica

COMENTADORES DE BANCADA

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

ALGUMA VEZ PENSOU NISTO...É URGENTE DIVULGAR ESTA NOVA HARMONIZAÇÃO BANCÁRIA EUROPEIA


NIB E DÉBITO DIRECTO

Antes, as autorizações para débito directo, eram confirmadas pelos bancos.
Mas com tantos crânios a trabalhar em Bruxelas, fazem esta nova harmonização bancária obrigatória para TODA a Europa e agora podem-me roubar sem eu me aperceber de nada e depois tenho que provar que não dei o meu NIB para pagar débitos directos de contas de outros? Brincamos?!!??

Então e se nas diferentes entidades e organismos a quem autorizei débitos directos, houver funcionários que queiram utilizá-lo em proveito próprio ou de amigos, eu fico ‘agarrado’?

Sabia que o seu NIB pode ser usado para pagar contas de outros?
O seu NIB pode estar a ser usado indevidamente para pagar contas de outrem, com recurso ao débito directo. Preste atenção ao seu extracto bancário.

A Rádio Renascença dá voz, esta terça-feira, a uma portuguesa que percebeu estar a pagar, indevidamente, contas de alguém que usou o seu número de identificação bancária para autorizar um débito directo.

A situação é mais recorrente do que se possa pensar, especialmente depois de harmonização bancária na União Europeia ter retirado responsabilidades aos bancos. Desde Agosto do ano passado que os acordos são celebrados exclusivamente entre o fornecer do serviço e o cliente, sem interferência da entidade bancária.

“Havia três movimentos, que somam praticamente 100 euros, que não estavam identificados com nenhuma transacção que nós tivéssemos feito nem com nenhuma autorização de débito. Era um senhor de Cascais, que tinha dado o nosso NIB para fazer o débito Directo do serviço que ele estava a usufruir da MEO”, contou à Renascença Margarida Henriques, que gere uma associação desportiva.

“Qualquer pessoa chega à internet, tira um NIB, põe aquele NIB como seu e a entidade credora não tem nada que ateste que aquele NIB é da pessoa. A partir daqui, tudo pode acontecer”, lamentou. Ouvida pela mesma rádio, a jurista da Deco Carla Varela explicou que o uso abusivo dos dados de outra pessoa consubstancia um ilícito criminal e deixou alguns conselhos.

Em primeiro lugar, é importante que dê os seus dados ao menor número de pessoas possível, como forma de prevenção. Caso detecte alguma irregularidade, cancele imediatamente a ordem de débito directo (pode fazê-lo no multibanco) e denuncie a sua situação à entidade bancária e ao Banco de Portugal.

SELECÇÃO NACIONAL DE MSD RYU EM PREPARAÇÃO PARA O ENCONTRO MUNDIAL EM MARROCOS.


Decorreu este fim de semana no Hombu-Dojo na Figueira da Foz um treino intensivo de preparação da Equipa Nacional de MSD RYU BUDO que vai representar Portugal no Tai-Kai 2019 – Encontro Anual & MSD World Cup que vai ter lugar em Marrakech nos próxmos dias 14 e 15  Dezembro.

O Estágio de preparação sob a direção de Soke Miguel Abreu contou com a presença de 14 atletas que vão representar a FPMSDR- Federação Portuguesa de MSD RYU em Marrocos. Integram a Seleção atletas do Hombu-Dojo Figueira da Foz, Dojo Quiaios e Custom Clube de Coimbra Dojo 333.

A comitiva Portuguesa será composta por 19 elementos na qual está integrada os atletas, direção da Federação e 3 árbitros internacionais.



OPINIÃO



O Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem aparecido aos olhos do público como sendo um caos, mas não é um caos. Convém ver a quem aproveita esse retrato e claro que se chega facilmente à conclusão que aproveita a quem vive do negócio da saúde: serviços privados e seguros. Não é o caso dos profissionais do SNS, que acreditam que este é um serviço que está na base, a par da Educação e da Segurança Social, do que nos resta na luta pela igualdade. Serviço público baseado no Orçamento Geral do Estado (OGE), o qual vive sobretudo dos impostos, que são progressivos. Um esforço de compensação das desigualdades de rendimentos. É também para isto que servem os nossos impostos. Podemos ter uma doença crónica como a diabetes ou uma doença aguda como um infarto ou um acidente vascular cerebral, sem temermos ficar na miséria, endividados ou morrer sem assistência.

Mas é verdade que há problemas reais, que se podem localizar, aliás diagnosticados, sem que apareçam análises tranquilas no meio do tumulto. Há atrasos no acesso a consultas hospitalares? Quais, onde e porquê? Há atraso em cirurgias? Quais, onde e porquê? Há falta de especialistas nas urgências? Quais, onde e porquê? E tudo o resto, que corre bem, é como nas famílias felizes, não há drama, não há narrativa. Quem quiser aprofundar estas questões, deve antes de tudo olhar para a demografia médica. Não nos faltam médicos no total pois temos 500 por 100.000 habitantes e até houve uma correcção regional, tendo aumentado mais entre 1996 e 2018 no Norte interior e sendo a menor variação em Lisboa e Vale do Tejo. A questão está na distribuição etária. O número de médicos começa a descer cerca dos 31 a 35 anos, atinge o menor número entre os 46 e os 50 anos e sobe de novo aos 56/60 anos. Portanto, dos 31 aos 55 anos, idades com mais juventude, mais especialistas no pico da força técnica, científica e física, os médicos atingiram os mínimos em 2013/2014 (200 médicos por 100.000 habitantes). Se formos ver as especialidades especificamente que diminuíram lá estão a Medicina Interna, a Pediatria e a Anestesia (INE e estatísticas nacionais da Ordem dos Médicos) e, sobretudo, diminuíram em Lisboa e Vale do Tejo, que é onde se fazem ouvir as queixas.

A responsabilidade para isto ocorrer não está neste Governo nem no anterior. Podem as pessoas gritar que querem o especialista e é natural que gritem, que o ministério não o pode inventar. Para que um especialista seja titulado como tal, passam 14 anos de formação – licenciatura, internato e internato da especialidade e os respectivos exames de entrada e saída. A responsabilidade está lá atrás nos anos 80 e 90 do século XX, em quem estreitou o numerus clausus durante alguns anos, de tal modo que eram cerca de 300 por ano os que conseguiam entrar nas Faculdades de Medicina de todo o país. Mas não vale a pena fazer agora julgamentos a posteriori, porque não serve de nada. Trata-se, pois, de focalizar as especialidades que faltam nas urgências hospitalares e de remediar imediatamente, com real emergência, a falta de especialistas, sem esquecer que no mercado de trabalho da saúde há concorrentes fortes desde que a mercantilização se estabeleceu.

Portanto, terá que haver medidas imediatas – recrutamento internacional, pagamento de serviços, concentração regional de urgências da especialidade, abertura de atendimentos com mais horário nos Centros de Saúde e Unidades de Saúde Familiar. A par destas medidas de emergência há então que prever o que se passará nos anos imediatos e aí coloca-se a questão da fidelização dos especialistas. Esta discussão tem sido paradoxal. Paradoxal porque até aqui os especialistas têm desejado ser contratados e agora parece colocarem-se contra a obrigatoriedade. E paradoxal porque o Governo (Ministério das Finanças) não contrata os que já lá estão à espera.

Qualquer de nós que trabalhou em hospitais sabe que o que deseja a maioria dos recém-especialistas é ser contratada e ficar no SNS. Muitos dos recentes especialistas estão pendurados, à espera de serem contratados e ao que consta pendentes da Secretaria de Estado do Tesouro. Não abrem vagas. Nos números de 2016 vê-se que poucos foram os contratos e 70% foram com termo (Relatório MS e SNS 2016). Estará o Estado à espera que lhes aconteça como à menina do Capuchinho Vermelho e que venha um lobo e os coma? É que os lobos estão por aí. É o mercado…

Por isso é de louvar a proposta da ministra da Saúde de abrir vagas se não para todos, para quase todos. O que veio perturbar a discussão foi a fidelização ser obrigatória. Ou seja, todos aqueles que desejam ficar sentem-se incomodados se isso for obrigatório? Nem todos. Os especialistas do Hospital de Santa Maria (Centro Hospitalar Lisboa Norte) com um horário de 35 horas em que estão incluídas as de urgência ganham líquido 1400€. Se quiserem habitar em Lisboa têm que acasalar com alguém e mesmo assim, se o outro tiver idêntico salário, ficam com uma taxa de esforço para a habitação de 50%. Dir-me-ão que é a condição de muitos outros jovens com o mesmo grau académico. É verdade. Mas acontece que estes, alguns dos especialistas de Medicina, encontram no mercado quem lhes pague o dobro ou o triplo e com menos urgências. É a chamada concorrência. E foi assim que perdemos excelentes especialistas.

Trata-se então de ver quais as condições para não os perdermos e fidelizar esta geração na qual reside o problema actual. Antes de tudo, a possibilidade de exclusividade ou dedicação plena, pelo menos com os salários praticados em 2009 quando deixou de haver essa oportunidade. Esta geração quer também ter uma perspectiva de progressão na carreira, não pela contagem de tempo, mas através de concursos públicos, tal como estão estipulados nas carreiras médicas, mas que não têm ocorrido: grau de consultor, assistente graduado, assistente sénior. Passam-se anos sem que se realizem concursos. Por outro lado, uma das coisas mais atractivas nos hospitais públicos é o trabalho de equipa, as reuniões de serviço, as decisões colectivas. É preciso garantir tempo para isso. E também, para as especialidades mais técnicas, a questão dos equipamentos e das instalações de qualidade, que são variáveis entre os Centros Hospitalares. Ainda como grande atractivo no meio hospitalar público é a possibilidade de integrar equipas de investigação científica e haver disponibilidade para isso. E estar rodeado, também em equipa, com outros profissionais, enfermeiros, assistentes operacionais, técnicos superiores. Tudo isto tem que estar englobado num projecto coerente, ter metas e pensar a priori em orçamentar os custos.

Se pensarmos só em financiar, os próximos milhões que vão ser acrescentados no OGE vão cair no buraco das dívidas, particularmente às farmacêuticas, que não andam a dormir. E o SNS e os seus objectivos não conseguirão sobreviver à concorrência. Aí está para o demonstrar o Pacto sectorial para a competitividade e internacionalização no sector da Saúde assinado entre Salvador de Mello (CUF) e o ministro Siza Vieira em 29.03.2019 e a gloriosa sessão realizada na FIL em 27.11.2019. Aí está a Universidade Nova (pública) com acordos de formação de técnicos no Hospital da Luz e na CUF. O dinheiro vindo do Estado servirá para entrar pelo SNS e sair pelo outro lado para pagar aos Negócios da Saúde, sem o qual estes não sobreviveriam. Transformar-se-á um serviço num mercado e isso faz mal à Saúde. (todos os números citados foram pesquisados no trabalho Demografia Médica, elaborado pelo meu colega João Álvaro Correia da Cunha).

                          Isabel do Carmo
Médica e professora da Faculdade de Medicina de Lisboa

ISTO É UM ASSALTO!!!

Um cidadão vai ao balcão de um banco para visar um cheque, única forma de pagamento aceite numa demanda decidida em tribunal. São pouco mais de €300, poderia pagar em dinheiro ou por transferência bancária, mas não é possível. Só aceitam cheque visado. Feita a operação, vem a conta: €52. Duas assinaturas custaram quase 20% do valor da operação. Estão caras as assinaturas dos gerentes dos bancos. €26 por cada uma é obra.

Um outro cidadão dirige-se a outra agência de um outro banco para solicitar um extrato da conta, necessário numa disputa com a Autoridade Tributária que se arrasta há três anos. Vivemos na era digital, mas recuar no tempo, quando se pesquisa uma conta bancária, parece um bruxedo. Vários dias depois, o cidadão recebe o extrato e a fatura: €153. Cerca de 30% do que estava em causa com o fisco.

As receitas dos serviços prestados aos depositantes já são um terço das receitas totais da banca. Os bancos tornaram-se empresas de serviços A banca online existe para facilitar a vida aos clientes. E facilita. Mas, por exemplo, na Caixa Geral de Depósitos cada transferência para fazer um pagamento custa 0,83 cêntimos. Se o pagamento for feito numa caixa multibanco, custa zero. Se optar por fazer esse mesmo pagamento através do MB WAY, paga uma comissão. Levantar dinheiro ao balcão custa €5, recuperar o PIN de um cartão custa €7. As comissões de gestão de conta, mesmo para cidadãos que só as usam porque é por lá que recebem os salários ou pensões, variam entre €6 e €10, com raríssimas exceções.

Receber juros do dinheiro depositado, que os bancos usam nas suas operações, é impossível. Segundo o “Boletim do Banco de Portugal” de novembro, a média das taxas de juro com prazo acordado até um ano é de 0,10%. A média da zona euro é de 0,28%. Não é que seja muito, em termos nominais, mas a verdade é que é quase o triplo. Como a inflação é superior, os depositantes estão, em termos reais, a perder dinheiro. Não há incentivo à poupança. Quem pode, coloca o dinheiro lá fora.

As receitas dos serviços prestados aos depositantes já são um terço das receitas totais da banca. Os bancos tornaram-se empresas de serviços. Um cidadão empresta dinheiro aos bancos, mas perde, em vez de ganhar. É a inversão da relação histórica entre os banqueiros e os depositantes. Antigamente os banqueiros pediam dinheiro emprestado e pagavam um juro por isso. Agora, cobram. Chama-lhe “comissão de gestão de conta”.
O Banco Central Europeu inundou o mercado de liquidez. Imprimiu dinheiro em quantidades nunca vistas. Com taxas de juro negativas, a vida dos bancos está difícil.

 Mas a dos depositantes está pior. Os bancos têm o poder de “assaltar” os clientes. Os clientes não têm hipótese de se defender. Esta situação irá abrir caminho a novas formas de intermediação bancária, a novos serviços financeiros e a novas soluções. Muito mais baratas. Algumas já estão aí. A inovação é a única forma de defender quem não tem hipótese de o fazer.

Luis Marques - Expresso

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

RESULTADOS DO FIM DE SEMANA


DIVISÃO DE HONRA DA A F COIMBRA

 NAVAL 1893,  2  -  NOGUEIRENSE, 2

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CAMPEONATO NACIONAL JUNIORES II DIVISÃO

SERTANENSE, 0  -  NAVAL 1893, 2

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BASQUETEBOL
Campeonato de Basquetebol do Centro de Sub 19 F - 2ª Fase-Divisão A
SCF - 20 / Unidos - 0

BC Lis - 38 / SCF - 47
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sábado, 7 de dezembro de 2019


AUTARCA DE QUIAIOS CONDENADA A PERDA DE MANDATO


A presidente da Junta de Freguesia de Quiaios, Maria Fernanda Lorigo, e o secretário, Carlos Alberto Patrão, foram ontem condenados pela prática de um crime de prevaricação de titular de cargo público a penas de prisão, suspensas, e à perda de mandato. À ex-tesoureira, Ana Raquel Correia, também foi decretada uma pena de prisão suspensa.

Os três arguidos foram julgados por terem favorecido o pai da autarca, Manuel Lorigo, para que este fizesse os serviços de manutenção das Piscinas da Praia de Quiaios. O tribunal considerou que Fernanda Lorigo foi quem teve “o papel mais ativo” e aplicou-lhe uma pena de três anos e nove meses de prisão. Já Carlos Patrão foi condenado a dois anos e 10 meses e Ana Correia a dois anos e seis mese de prisão. Todas as penas foram suspensas por igual período.

Os três arguidos terão ainda de pagar ao Estado 8.700 euros em partes iguais.

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