Segundo li hoje no Diário as Beiras a Câmara Municipal já tem um Plano de Saneamento Financeiro que consiste em contrair um empréstimo bancário de 31 milhões de euros como forma de poder sanear financeiramente a Edilidade cujo montante de divida aponta para os 90 milhões.Julgo que a este tipo de operação pomposamente agora se chama “Engenharia Financeira” - peço desculpa pela minha ignorância em termos de economia – pois a contabilidade que domino é a chamada “Contabilidade de Merceeiro”
Se a Edilidade deve 90 milhões e vai contrair um empréstimo de 30, das duas uma ou utiliza os 30 milhões a pagar as dividas que já tem e depois de as pagar a divida é a mesma, ou então utiliza os 30 milhões sem pagar o que está para trás e então a divida aumenta para 120 milhões.
Mas isso é contas de outro rosário. Ao ler a noticia o que mais me perturbou foi o montante da divida 90 milhões e perturbou-me apenas por uma razão, que obras de vulto têm sido feitas na Figueira para este acumular de divida.
Meus Senhores não será tempo de reflectir e começar por exemplo a rentabilizar (vender) património que não serve para nada.
Mais uma vez peço desculpa pela minha ignorância mas questiono que utilidade tem para a Câmara Municipal o Mosteiro de Seiça, Palácio de Maiorca, Castelo Engenheiro Silva e mais meia dúzia de Imóveis velhos que são um sorvedouro de dinheiro sem retorno e que obriga a gastos de manutenção.
Quanto custa à Câmara Abrigos da Montanha, Piscina Praia, Oásis para depois serem entregues a concessionários que muitas vezes não pagam.
Meus Senhores a Câmara Municipal vive duas “CRISES” a do país e a sua própria crise vão-se os anéis mas fiquem os dedos.

Sem comentários:
Enviar um comentário