A maioria dos directores de serviço do Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) colocou o lugar à disposição da administração, alegando não terem sido ouvidos nas propostas de redução de custos apresentadas à tutela.
Num documento a que a agência Lusa teve acesso, 14 dos 15 directores de serviço e unidades funcionais do HDFF, consideram «inaceitável não ter havido qualquer tipo de diálogo» por parte da administração «na discussão de possíveis medidas de racionalização de custos ou soluções a propor».
O documento é assinado, entre outros, por José Couceiro, antigo diretor clínico e diretor dos serviços de Cirurgia e Cirurgia Ambulatória, Fernando Pereira (Ortopedia), antigo presidente do conselho de administração, Amélia Pereira (Medicina), Abílio Gonçalves (Urgência) ou Nuno Figueiredo (Pediatria).
Actualização 06-10-11
Direção clinica do hospital também pôs lugar à disposição da administração
O diretor clínico do Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF), Fernando Ferraz, confirmou hoje à agência Lusa que a direção clínica pôs o lugar à disposição da administração, a exemplo de 14 dos 15 diretores de serviço.
A decisão foi tomada na segunda-feira, um dia antes de idêntica atitude por parte da quase totalidade dos diretores de serviço do HDFF, mas só hoje tornada pública numa nota de imprensa divulgada pelo conselho de administração.
"Confirmo que pusemos o lugar à disposição na segunda-feira", disse Fernando Ferraz, acrescentando que a decisão ficou a dever-se ao teor das propostas de redução de custos em cinco milhões de euros enviadas à tutela por parte da administração hospitalar.
A decisão foi tomada pelos quatro médicos que compõem a direção clínica, constituída, além de Fernando Ferraz, por Abílio Gonçalves, diretor do serviço de Urgência, Isabel Pereira (Consulta Externa) e Conceição Martins (Internato Médico).

10 comentários:
Os senhores directores do Hospital voltam a atacar através da demissão em bloco, recorrente quando sentem que os seus previlégios são postos em causa.
A administrção cometeu um erro ao não lhes dar conhecimento atempadamente e dar-lhes a hipótese de apresentar propostas que,quanto a mim, dificilmente apareceriam.
No que é do conhecimento público o acento tónico está "não terem sido ouvidos nas propostas de redução de custos..." e não no mal que será para os figueirenses a redução ou mesmo fecho de serviços com a consequente redução da prestação de cuidados de saúde.
Senhor Anónimo o senhor deve estar confuso ou então não está a perceber o que se está a passar. Quem atacou não foram os directores do Hospital o ataque foi feito pelo Ministério da saúde e foi acolhido favoravelmente pela Administração.
Acha que fechar durante a noite o bloco operatório, acabar com o tratamento aos doentes oncológicos é tirar mordomias aos médicos.
Pessoas há que quando falam deviam bater com a mão na boca.
Perdermos a VMER de noite é uma mordomia para os médicos?
Bastava sairem e salvarem 1 pessoa por ano para justificar, e não são sõ os figueirenses a perder, afinal a VMER ía para os concelhos visinhos ...
SE estes médico estivesses agarrados ao dinheiro ficavam à mesma com os cargos e a ganhar por isso.
Esperemos que os Figueirenses se unam na defesa do Hospital.
Há coisas que não podem nem devem ser afectadas pela crise.
A Saúde é uma delas.
Mais uma vergonha que se preparam para fazer à Figueira e aos figueirenses, se estes se mantiverem indiferentes e só reclamarem perante factos já consumados.
Senhor Rogério Neves
Pode-se saber quem foi o "ajudante de campo" ( director de serviço ) do administrador Sousa Alves que NÃO PÔS O LUGAR À DISPOSIÇÃO ?
Será algum coimbrinha, que nada tem a ver com esta terra, algum correligionário ?
Bom, esse senhor, 1 / 15 avos, deve ser um exemplo !!!
Caro Anónimo das 0:40.
Não sei qual foi o Director de Serviço que não se solidarizou com os restantes.
No "Saúde SA" refere-se:
"«O orçamento da Saúde é o que vai levar o maior corte: são menos 800 milhões do que no ano passado, apurou o Económico. O Orçamento do Estado para 2012, que vai ser aprovado em Conselho de Ministros extraordinário na próxima segunda-feira, prevê um corte de 1.400 milhões de euros só nos ministérios da Saúde e Educação.
Fonte oficial do ministério tutelado por Paulo Macedo confirmou ao Económico que o corte na Saúde ascende a 800 milhões de euros. O ministro já fez saber que os cortes serão nas horas extraordinárias, meios de diagnósticos, comparticipação de medicamentos e desperdícios. Só no Serviço Nacional de Saúde o Governo pretende cortar cerca de 600 milhões de euros.»
Tudo isto sem prejuízo da qualidade e do acesso. Tudo nas gordurinhas. No próximo ano vamos todos a Fátima."
Comentando o comentário das 20 e 21 dá para constatar que Portugal está entregue aos bichos, aldrabões e inaptos.
Longe de mim estar a defender quem quer que seja mas o Primeiro Ministro que criticou tanto os seus antecessores e que tinha todos os trunfos na manga tem vindo a provar ser um inapto sem soluções para nada e que se vinga nos sectores onde o Zé Povo se sente mais carenciado, Saúde e Educação.
Os ricos continuam a poder pagar consultas e internamentos no Hospital da Luz e na medicina privada, enquando os pobres recorrem à consulta do hospital porque não têm dinheiro para mais. Os ricos continuam a mandar os filhos mesmo que não tenham médias para entrar na Universidade publica para as privadas os de menos recursos até podem ter médias de entrada nas publicas mas acabam por não poder entrar porque os seus pais não têm dinheiro para lá os manter.
Este é o Portugal que temos governado por loucos e inaptos.
Zé Rola
Como o anónimo das22:45 acertou na mouche.
Este governo é mais papista que o papa, pois a troika sugere um corte de 200 milhões, mas o governo acha pouco e então vai dai e corta 600 milhoes. Ora sabemos quem perde, o Zé Povo e também sabemos quem ganha... O dinheiro simplesmente não desaparece muda é de bolso.
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