sexta-feira, 6 de abril de 2012

Zé Martins continua ignorado pela cidade que tantou amou

No próximo dia 28 passam 12 anos sobre o seu falecimento.

Com a sua morte, a Figueira perdeu uma parte do seu rosto. Não a visível, mas a essencial. Era crítico e exigente. Mas, ao mesmo tempo, Amigo, fraterno, bom, tolerante e solidário.

Lamentavelmente, do meu ponto de vista, pois, pelo menos alguns, conheceram-no muito bem, doze anos depois da sua morte, quem manda na Figueira, a cidade que amou toda a vida, continua a ignorá-lo.

Mas, nunca é tarde para se reparar uma injustiça...


Morreu em 28 de Abril de 2000.
Tinha nascido a 17 de Fevereiro de 1941.
Nome completo: José Alberto de Castro Fernandes Martins.
Para os Amigos, simplesmente o ZÉ.
Purista do verbo e do enredo no dissertar da pena, concebia o jornalismo como uma arte e uma missão nobre.
“Também a lança pode ser uma pena/também a pena pode ser chicote!”
Andarilho e contador de histórias vividas, passou em palavras escritas pelo Notícias da Figueira, Diário de Coimbra, Diário Popular, Jornal de Notícias, Diário de Lisboa, República, Opinião, Vértice, Mar Alto (de que foi co-fundador), Barca Nova (de que foi fundador e Director) e Linha do Oeste.


No associativismo passou pelo Ginásio Clube Figueirense e Sociedade Boa União Alhadense.
Lutador contra o regime deposto pelo 25 de Abril de 1974, teve ficha na PIDE.
Foi membro da Comissão Nacional do 3º. Congresso da Oposição Democrática que se realizou em 1969 em Aveiro.
Chegou a ser preso pela polícia política.
Com a sua morte, a Figueira perdeu uma parte do seu rosto.
Não a visível, mas a essencial.
Era crítico e exigente. Mas, ao mesmo tempo, bom, tolerante e solidário.
Seis anos depois da sua morte, quem manda na Figueira, a cidade que amou toda a vida, continua a ignorá-lo.


11 comentários:

Rogério Neves disse...

António Agostinho desculpa o plágio mas estou convicto que compreendes o porquê.
Há pessoas que não morrem o Zé é uma delas e eu sei que para nós que tivemos a felicidade de privar com ele de muito perto nunca o esqueceremos.

Anónimo disse...

quem manda na cidade é uma ganda pancada esse sim é o dono desta parvónia

António Agostinho disse...

Eu é que agradeço a citação. Embora o Zé já tenha morrido há quase doze anos, continua presente na memória dos Amigos.
Pena é a Figueira ser a cidade que é e cultivar os valores que cultiva.
Mudam, de vez em quando, as moscas...
Um abraço.

Anónimo disse...

Subscrevo como anónimo este comentário, porque ainda não percebi essa cena da seleção de identidade... Também eu sinto alguma nostalgia do tempo partilhado com um incrível criador como o Zé Martins. No entanto, acho que ele largaria a sua sonora gargalhada se soubesse que alguém quer perpetuar a sua memória na cidade...
A propósito cito António Tabuchi " o tempo envelhece depressa". O resto é fogo de artifício de cada momento!
PB

Anónimo disse...

Ó rogério então mas alguem manda na figueira ? isto está sem rei nem rok.
Então mas na camara alguem sabe quem foi Zé Martins? Zé Martins um grande homem que só sabia fazer amigos e eu era um deles.

Anónimo disse...

Penso que na Câmara pelo menos o vereador António Tavares sabe quem foi o Zé Martins. Só que não interessa homenagear homens honrados que deram tudo pela cidade, sem nada quererem para eles.
Outro que está também no esquecimento é o Dr. Cerqueira da Rocha.
Mas o que é que se pode fazer? Nada, e continuar a ver aquele "belo" edifício (?!!) onde irá surgir o mercado municipal e que tanto dinheiro custou!

Anónimo disse...

O José Fernandes Martins foi um cidadão honrado que amou a Figueira, mas não me parece suficiente para lhe atribuir, por exemplo, o nome de uma rua. O Ginásio é que poderia promover uma homenagem de evocação aos dirigentes já falecidos e aí enquadrar o José Martins.

Rogério Neves disse...

Caro Anónimo das 13:08

Com todo o respeito diga-me de onde tirou a ideia de que alguém pretende dar o nome de uma Rua a Zé Martins. Se bem o conheci seria ele Zé Martins o primeiro a recusá-lo.
Há muitas maneiras e formas de se homenagear mas infelizmente nos tempos que correm existe sempre uma tendência para homenagear quem menos merece.
Zé Martins foi um CAMPEÃO na cidania é neste contexto que a meu ver ele merecia uma homenagem

Anónimo disse...

Por falar em ruas, não é o antigo vereador José Elísio, que tem uma com o nome dele?
São os novos tempos com novos valores (!!!), os de um passado recente e infelizmente também, os de um futuro muito próximo.

António Agostinho disse...

Claro que a homenagem, há muito devida ao Zé, pela Figueira, não poderia ficar por uma placa...
Um abraço

Anónimo disse...

Estas marionetes da politica local são uns cromos.
Primeiro homenagearam toureiros e mágicos. Depois deram a chave da cidade a um cromo que até se negou a dar o nome numa artéria local. Recentemente deram a Medalha de Ouro a um cromo local que tem sido ao longo dos tempos uma autentico contra-vapor desde que quem governa não seja da sua cor ou lhe apare os golpes.
De uma coisa tenho a certeza se Zé Martins fosse vivo não se juntaria a essa gente.