Foi hoje, sábado, a sepultar no
cemitério das Alhadas, freguesia da sua naturalidade e residência, Mário de
Jesus Ladeiro, que contava 89 anos de vida e que havia sido internado em
Dezembro último no HDFF, onde veio a falecer, deixando assim o desporto figueirense
mais pobre.
Mário Ladeiro era uma “velha glória” do Remo
Navalista, modalidade que praticou com enorme dedicação e paixão, que todos os
anos fazia questão também de integrar os antigos remadores e timoneiros da
Associação Naval 1.º de Maio, que há mais de meio século conviviam e prestavam
homenagem a outro símbolo do Remo Navalista, fazendo uma romagem ao Mausoléu de
António Cachola, no cemitério Setentrional, na Figueira da Foz
Mas para além da “sua” Naval, era um homem
dedicado ao associativismo, que dividia o seu amor bairrista pela Sociedade
Filarmónica Boa União Alhadense e pelo Ateneu Alhadense.
Profissionalmente, dedicou as últimas décadas
como proprietário de uma mercearia e vinhos no centro de Alhadas de Baixo, um
espaço bem conhecido e frequentado na freguesia, onde granjeou muitas e boas
amizades sendo, talvez, um dos últimos estabelecimentos a comercializar até
meados dos anos 80, o célebre e afamado “Chouriço de Quiaios”
À família enlutada, nomeadamente, à viúva
Beatriz de Souza e aos filhos Mário Ladeiro e José António Ladeiro, deixamos
sentidas condolências.
Texto de José Santos


2 comentários:
Uma bonita e merecida homenagem ao meu querido e saudoso avô!
Partiu mais um grande navalista. Tive a oportunidade de privar com o sr. Mário Ladeiro e sentia-se nas suas palavras o imenso amor que tinha pelas suas cores.Fazia-me sentir várias vezes o grande valor do Tó Pinto, meu pai, com grande verticalidade e com saudade. Presto-lhe aqui sr.Mário Ladeiro a minha homenagem, recordando-o sempre com grande respeito e admiração.
Enviar um comentário