Naval foi anfitriã do primodivisionário Paços Ferreira e
como costuma dizer-se levou para contar, mas apesar da goleada (7-1) sofrida
creio que os navalistas não se sentirão minimamente afectados nomeadamente na
vertente anímica por resultado tão desnivelado.
Pelo contrário, a Naval bateu-se bem com as armas que tinha
ao seu dispor - boa vontade, seriedade, e acima de tudo vontade de surpreender –
mas para mal dos seus pecados calhou-lhe em sorte um adversário que levou as
coisas muito a sério e se apresentou na Figueira da Foz com um nível de
eficácia de registo superior.
Entre os minutos
20 e 45 a Naval sofreu cinco golos, o primeiro um
autêntico “míssil” disparado a uns bons 35 metros por Romeu, seguindo-se três
minutos depois uma grande penalidade, a partir daí ou por desconcentração ou
por erro de estratégia a Naval sofreu mais 3 golos quase iguais, isto é,
lançamentos nas costas dos defesas que tentaram colocar adversários em fora de
jogo mas não o conseguiram.
Na segunda metade da partida o registo mais positivo acabou
por ser o merecido ponto de honra da Naval, marcado por Luís Leite, de resto,
uma Naval mais crente em si própria, um Paços com um matador de nome Bruno
Moreira – quatro golos – um jogador sempre em grande rotação e mais dois golos
para a turma da capital do móvel.
Como nota final, percebemos o porquê, mas foi bom ouvirmos
e constatarmos que estava a ser jogada uma partida de futebol no Bento Pessoa
contrariando o silêncio quase sepulcral de outros jogos.


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