quarta-feira, 8 de março de 2017

OPINIÃO...DANIEL SANTOS

CIDADANIA

Confirma-nos o bom senso que cidadania é a prática de deveres e direitos dos cidadãos, definição sintética do articulado que a Constituição da República Portuguesa consigna no Título II consignado aos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. A noção que vamos construindo ao longo da vida radica na tradição que por cá já encontrámos, fundamentada na cultura ocidental originária da matriz judaico-cristã que define conceitos do bem e do mal que não ousamos por em causa. E que temos a ideia que fundamenta, não apenas aquele que deve ser o nosso comportamento, mas também o comportamento dos restantes cidadãos deste mundo cada vez mais global, embora não seja rigorosamente assim.

Se a todos nós é adjudicada a obrigação de agirmos em consonância com aquela matriz constitucionalmente consagrada, há concidadãos a quem é adjudicada uma maior responsabilidade porque desempenham funções delegadas pelos cidadãos, estando sob permanente observação da comunidade. É o caso dos políticos mas também das “figuras públicas” ligadas às empresas, aos clubes desportivos e às instituições, cujos comportamentos se replicam e influenciam, quantas vezes de forma anti-pedagógica.

Temos a noção de que errar é humano. Mas errar não é mentir deliberadamente, prometendo e não cumprindo. Errar é enganar-se. Praticar cidadania é não prometer o que se não pode cumprir mas é também assumir o engano, o erro e, humildemente, dar conta disso. Custa muito?

Editado no Diário as Beiras

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