domingo, 14 de maio de 2017

NAVAL: HÁ MALES QUE (TALVEZ) VENHAM POR BEM


Cinquenta e dois anos de permanência em competição nos Campeonatos Nacionais tiveram hoje o seu final com a já esperada descida da Naval aos Campeonatos Distritais.

Se atendermos que entre os anos de 2005 e 2010 a equipa da Figueira da Foz pisava os maiores palcos nacionais, por aqui se pode ver a queda vertiginosa de um clube que foi empurrado para um projecto megalómano e hoje vive nas ruas da amargura sem saber qual vai ser o seu amanhã.

Não vou aqui dissecar a situação do clube nem tão pouco atribuir culpas a quem quer que seja mas a história será escrita e muita coisa até agora desconhecida vai ser escrita e então sim irão conhecer-se os culpados de tamanho descalabro.

Esta crise da Naval já vem de alguns anos atrás e lamenta-se que as forças vivas da cidade nada fizeram para o evitar não pelo clube mas pela cidade que aos poucos vai perdendo uma das mais antigas agremiação desportivas do país.  

Quanto á vertente desportiva sem querer fazer futurologia existe uma expressão popular que nos diz “QUE HÁ MALES QUE VÊM POR BEM” talvez se possa aplicar esta máxima à Naval e ela possa ressurgir mais forte e com melhor dinâmica.

Hoje na Carapinheira encerrou-se mais um capítulo do seu historial desportivo, a queda da Naval dos Campeonatos Nacionais aos Campeonatos Distritais assinalado com mais uma goleada de 6-1.


Numa partida que teve essencialmente duas figuras o avançado Bertrand do Carapinheira que apontou um “poker” (4 golos) e Tiago Colaço guarda-redes da Naval que com uma exibição bem conseguida evitou mais um daqueles resultados que quando aparecem têm um nome “escândalo”.

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