quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

P S D QUESTIONA EXECUTIVO EM SESSÃO DE CAMARA

O vereador Carlos Tenreiro (PSD) questionou ontem o presidente da autarquia, enquanto responsável máximo pela Protecção Civil no concelho, acerca das condições de segurança e socorro da barra do Porto da Figueira da Foz.

Tenreiro recordou que a 18 de dezembro passado endereçou ao edil, nesse sentido, um conjunto de perguntas “até hoje sem resposta”. A bancada social-democrata questionava “que medidas se encontram actualmente implementadas no «terreno» ao nível da segurança do Porto da Figueira da Foz para que possa ser dada uma resposta mais pronta e mais eficaz de socorro caso se verifiquem incidentes como aqueles”.

“Respondeu o presidente da CMFF que não dá respostas por escrito face ao solicitado e que o assunto em causa não é da sua competência nem da sua responsabilidade, mas antes da Marinha, e que no seu entender «a questão está a ser bem tratada, sentindo-se satisfeito com a situação actual em termos de meios operacionais disponíveis”, salienta o PSD em nota de imprensa.

João Ataíde destacou, na reunião de Câmara de ontem, um reforço de pessoal que passou de 2 para 6 elementos que asseguram uma intervenção permanente, que se tem promovido mais formação ao nível da segurança para os trabalhadores do sector da pesca e que está em marcha um plano de desassoreamento da barra de modo a torná-la mais segura.

Ainda segundo a mesma nota social-democrata, o presidente da CMFF deu nota de um reforço nos meios de equipamento de salvamento com “novas lanchas” mas sem identificá-lo ou caracterizá-lo em concreto.

Carlos Tenreiro manifestou o seu desagrado pelo facto do responsável máximo da Protecção Civil no concelho “não se mostrar muito inteirado acerca daquela matéria que tem a ver com questões de segurança da vida humana respeitante a populações e visitantes do concelho”. Na sua opinião, “a merecerem outro tipo de atenção e preocupação por parte de quem detém responsabilidades nessa matéria (segurança pública do concelho) e que devia ter um conhecimento e interesse mais aprofundado, associado à máxima que tudo o que se passa num município, diz respeito, em primeiro lugar, à Câmara Municipal”.

Desassoreamento da barra através de fundões submarinos

Na reunião de ontem interveio o vereador do PSD Miguel Babo questionando e criticando o método que vem sendo defendido para o desassoreamento da barra “que se resume à abertura dum fosso com cerca de um milhão e sem mil metros cúbicos de areia, com custos na ordem dos 4 milhões de euros”, adiantando que “os fossos rasgados no fundo do mar correm o risco de ficarem cheios no espaço de dias caso exista uma tempestade de mar, como já ficou demonstrado em anos anteriores”.
Miguel Babo repudiou a solução que se quer adoptar, a qual “revela-se extremamente precária e assenta num esbanjar de dinheiro já que nada adianta em termos de futuro, pois tal tipo de operação, para ser viável, exige a sua repetição de forma periódica e permanente, pelo menos 4 vezes ao ano, impondo um investimento, de todo, insustentável”.

Nesta linha, Miguel Babo questionou “que interesses estão por trás de tudo isto para não se requerer pelo menos o estudo de viabilidade doutra solução tecnicamente reconhecida e assente na dragagem fixa (by pass) de forma a poder comparar-se os impactos de ordem financeira e técnica”.

Na nota de imprensa do PSD lê-se que “a vereadora Ana Carvalho (PS) referiu que a CMFF limita-se a seguir as orientações técnicas que vão sendo dadas pelos relatórios e estudos que vem sendo apontados”.

A terminar, a bancada do PSD sublinhou que “não pode existir uma postura de conformismo por parte da CMFF em relação a tudo o que é indicado pelas entidades em questão, as quais, aliás, já falharam num passado recente em matéria de previsões”, tendo ficado assente por parte dos vereadores do PSD que a referida questão vai continuar a ser tratada, com a ideia que “não deixarão de ser denunciados publicamente todos aqueles milhões mal gastos, sem resolução aparente, onde parte desses valores são comparticipados directamente pela CMFF”.

Erosão costeira a sul do concelho

O vereador Miguel Babo criticou ainda a postura assumida pelo presidente da CMFF em ter recebido o ministro do Ambiente e ter-se deslocado ao local sem dar conhecimento aos vereadores da oposição e aos jornalistas.

“A esse propósito respondeu o presidente da CMFF que a circunstância ocorreu de forma repentina e aproveitou a oportunidade do ministro se encontrar no zona norte do país para tratar do assunto”.

Questionado sobre o que ficou decidido com o referido ministro, ficou a indicação de que “foi decidido realizar obras de protecção da duna que à partida passará por uma operação de enrocamento da mesma”.

Carlos Tenreiro quis saber ainda a data do início da obra de sustentação da duna, designadamente, junto ao 5.º molhe, pelo que o presidente da autarquia respondeu que “para já não havia uma data para o arranque da obra e que primeiramente se vai efectuar um estudo para avaliar a situação”.

Perante a insistência do vereador social-democrata acerca da “necessidade de serem tomadas medidas urgentes para atenuar aquele problema”, o presidente da CMFF referiu que “para já não se mostra necessária nenhuma intervenção” entendendo que por agora a duna mantém-se sustentável.


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