quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

UMA HISTÓRIA DE AMOR AO DESPORTO... DO SOFÁ PARA A MARGINAL


Carlos Barroso praticou basquetebol durante boa parte da sua vida, mas a dada altura os hábitos saudáveis foram substituídos por… cigarros e sofá. Há cerca de 8 anos as constantes advertências da mulher levaram a que Carlos Barroso saísse de uma rotina que lhe trouxe excesso de peso e uma saúde pouco recomendável.

Começou a muito custo por fazer uns treinos de curta distância na marginal da Figueira da Foz, mas rendido à insistência de um amigo calçou as sapatilhas para não mais largar o vício da corrida. Acabou por deixar outro vício: o do tabaco e a vida sedentária que levava passou à história que os campeões são também os da força de vontade: «Depois de ter já uns meses de treino decidi-me a participar numa das provas organizadas pelo Atletas.net na Figueira da Foz. Correu-me muito mal, aliás as provas na Figueira da Foz correm-me sempre mal (risos).

Já noutras provas fora da Figueira acabo sem problemas de maior, mas deve ser do nervosismo de correr na minha terra» - explica Carlos Barroso que já perdeu a conta às provas que fez. Ultimamente descobriu o padel que vai intercalando com os treinos na alongada marginal.

Barroso ostenta ainda um recorde curioso: «Fiz todas as provas do Atletas.net, porque gosto particularmente do ambiente que vocês proporcionam» - e acrescenta: «Eu não corro para ganhar nada, a não ser a medalha final e enquanto atleta amador isso dá-me um prazer enorme» - diz Carlos Barroso que há uns anos sofreu um desgosto incontornável: O amigo das corridas e das viagens para as corridas foi acometido de um problema grave de saúde e não mais o acompanhou.

Barroso recorda isso com evidente emoção mas disfarça com um sorriso de atalho, lembrando que fez todas as corridas da Costa Nova: «Sou totalista da Corrida Popular da Costa Nova. Fiz as quatro e em julho lá estou eu de novo» - garante o atleta figueirense, como que a homenagear o amigo que recorda a cada passo.

O estilo próprio e vagaroso de corrida de Carlos Barroso já se tornou uma imagem de marca, inconfundível, da marginal da Figueira da Foz. Treina praticamente todos os dias e gosta particularmente dos dias de tempestade: «É uma sensação incrível treinar à beira mar com os relâmpagos e a chuva forte a cair sobre mim. É uma imagem que me fica e que eu acho um espetáculo» - assegura Carlos Barroso que sente que a corrida não é mais uma moda: «A corrida veio para ficar, até porque as cidades estão cada vez melhor preparadas para a prática desportiva».

E quanto ao seu futuro enquanto atleta amador garante: «É para continuar. É assim que me sinto bem comigo mesmo. É a minha terapia ao final do dia e a verdade é que quando eu não treino sinto que algo me falta. Não há melhor vício (risos)».


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