terça-feira, 20 de março de 2018

A TRADIÇÃO CUMPRE-SE...ENTERRO DE BACALHAU E QUEIMA DO JUDAS


O Enterro do Bacalhau sairá novamente à rua e a Queima do Judas renascerá no Largo do São João do Vale

Consciente da importância da preservação da memória coletiva, a Sociedade Filarmónica Dez de Agosto, fiel às suas raízes e objectivos, entendeu dar corpo a estas duas manifestações populares, que, por tradição, têm lugar na véspera do Domingo de Páscoa, sábado santo.

A Queima da Judas, “a negra lembrança de Judas Iscariotes que traiu Jesus e que haveria de ser espancado, difamado e enforcado” (A. Jorge Lé), que há vários anos não acontece, voltará a ter lugar no típico Largo de São João do Vale. Primeiro, a prova de destreza que recompensará com um bacalhau, uma garrafa de vinho do porto e uma regueifa quem se atrever e conseguir chegar ao topo do pau. Depois, será a vez da criançada bater no boneco de palha até que chovam as guloseimas que o enfermam. Por último, na presença da comunidade, se há de queimar o Judas, castigando-o pela traição.

Oportunidade também para a exposição no local de algumas fotografias dos anos 60, evocativas da tradição, da coleção particular de Isabel Girão, que gentilmente as disponibilizou para o efeito.

Depois, à noite, será a vez da cidade chorar o defunto bacalhau.


O Enterro do Bacalhau, com o seu cariz popular e forte dimensão crítica faz parte das memórias de muitos figueirenses, ocupando hoje um lugar de referência no registo das tradições e costumes da cidade. O acompanhamento musical estará a cargo da Sociedade Filarmónica Paionense.

Em complemento da tradição, concebemos brochuras explicativas, que anexamos, para distribuição junto dos Agrupamentos de Escolas, Associações e Coletividades do concelho, cumprindo assim o objetivo da explicação e divulgação destas manifestações junto da comunidade.

Considerando que o fim de semana em causa é particularmente movimentado, com a presença de turistas estrangeiros, a brochura do Enterro do Bacalhau será produzida em três línguas (português, francês e espanhol) para distribuição durante o percurso do cortejo e, assim, dar a compreender a quem nos visita as nossas tradições.



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