sábado, 21 de abril de 2018

JORGE BARRAL ... FINALMENTE DISTINGUIDO


JORGE BARRAL, foi o grande “TIMONEIRO” do Ténis de Mesa da Naval, marcou uma década de ouro na modalidade, na Figueira da Foz, e é, talvez, o treinador que mais títulos nacionais e distritais conquistou em toda a história da Naval 1º de Maio.
Um grupo de amigos e antigos atletas vem há algum tempo questionando Se não chegou a hora de a cidade se lembrar dele?

E chegou…

Na passada quinta-feira em reunião ordinária da Câmara Municipal da Figueira da Foz, foi atribuída por unanimidade a medalha de MÉRITO DESPORTIVO EM PRATA DOURADA ao grande timoneiro do ténis de mesa da então  Naval 1º de Maio, JORGE BARRAL.

No momento em que se completam 40 anos que pelas mãos de JORGE BARRAL, a Naval se sagrou Tricampeã Nacional de Pares Juniores em Ténis de Mesa, com a equipa constituída pelos atletas Jaime Santos e António Neves, que deram seguimento aos dois títulos anteriores conquistados pelos Atletas Ramalho Barbosa e António Neves.

Ao que o Marcha do Vapor conseguiu apurar no próximo dia 27 a Assembleia Municipal se irá associar a esta distinção de justo reconhecimento.

A TODO O VAPOR: Já aqui o disse e repetirei quantas vezes fôr preciso que a Naval 1º de Maio marcou indelevelmente a minha juventude. Foi a minha segunda casa e como digo muitas vezes foi lá que me nasceram os dentes. Foi lá que criei amizades sadias que perduram há mais de meio século.
Foi lá que conheci o Jorge Barral, benfiquista de sete costados que veio de Alenquer para trabalhar em Monte Real. O autocarro da Base aérea chegava por volta das 17 horas e a malta já estava toda a postos para quando ele chegasse “bater-mos umas bolas”.
Como é bom recordar… Penso que a primeira grande obra de Jorge Barral foi a internacionalização de Eugénio Martins (Génito). Depois aquela geração de ouro do Tó Cavaco, Tó da Aldora, Zé Ramalho, Sérgio Gouveia, Gustavo e tantos outros como eu que também lá andei mas infelizmente nunca mostrei grande aptidão para o desporto da raquete, mas mesmo assim ainda aprendi alguma coisa que me levou a vários Torneios. Logo depois surge nova fornada, Caldeira, Norberto e Jaime Santos -Jaiminho- como a gente o tratava, aliás refira-se que o Jaiminho foi mesmo uma caso serio do ténis de mesa. Nacional.
Infelizmente a Naval já não existe fisicamente para poder exuberar com esta distinção mas continua viva e bem viva no nosso espirito e recordar o trabalho de Jorge Barral e de outros navalistas de referência é a forma de nunca deixar-mos morrer a nossa querida e prestimosa Associação Naval 1º de Maio que daqui a breves dias completaria 125 Anos.

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