domingo, 22 de abril de 2018

OPINIÃO. ANTÓNIO AUGUSTO MENANO

"O 25 de Abril está aí à porta. Iremos assistir a cerimónias oficiais, ler-se-ão discursos, haverá por vezes bandas e palmas, trânsitos formais, poderão agitar ventos e consciências. O sol brilhará talvez, na esperança de palavras de vozes emprestadas. 

Da bruma do tempo recordo o dia inicial, em que corremos para a Tipografia Cruz & Cardoso, para escrever e imprimir uma edição especial de “Mar Alto”, semanário onde, em equipa, um punhado tentava, na medida do possível, dar notícias do bloqueio em que vivíamos.


Depois, fomos a correr afixá-lo, e às palavras de esperança, nas paredes. E imprimimos um a folha volante, assinada pela Oposição Democrática, texto escrito por Cerqueira da Rocha, Luís de Melo Biscaia, com o meu contributo, e não recordo se de outros. O Secretariado do MDP a sair para a claridade. 

Foi distribuído o “panfleto”, pela cidade. A história está cheia de milhões de homens e mulheres que se têm sacrificado e lutado pelos mais desfavorecidos.

”São estes que encarnam a resistência (Ernesto Sabato)”. 

Neste aniversário do 25 de Abril, em que as desigualdades, o desemprego, a fome vão crescendo, e a alta tecnologia e a finança ombreiam com a desgraça, não nos sentimos órfãos, porque este não é o tempo da amargura, e sim da esperança.  


Nascerá da liberdade exterior aliada à liberdade interior, como Ghandi afirmou."


Editado no Diário as Beiras

A TODO O VAPOR: SERÁ QUE ESTE ANO NÃO SE COMEMORA O 25 DE ABRIL NA FIGUEIRA DA FOZ ?


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