terça-feira, 22 de maio de 2018

OPINIÃO...ISABEL MARANHA CARDOSO


O Mar, o maior recurso do País e da cidade! Este definiu parte da vocação económica da nossa cidade. Hoje já grande parte dos autarcas, felizmente, tem uma maior consciência da necessidade da dinamização económica das vilas e cidades e duma estruturação adequada do seu tecido económico. Adequada quero dizer adaptada às condições naturais e populacionais dos seus territórios, pois “ricos” não são apenas os que tem recursos naturais, mas sim os que os sabem explorar.

Digo isto pelas notícias que vieram a público sobre os Estaleiros Navais da Figueira. A sua periclitante e preocupante situação financeira e o problema de centenas de trabalhadores, que devia ter dado azo a uma afirmação mais assertiva do Município ao DB e não de “meias tintas” pela relevância que o setor tem para a Figueira…

Afinal os Autarcas eleitos afirmavam defender a economia do mar! A “Aldeia do Mar”, nome escolhido para expressar esse desígnio, nome pouco feliz até concordo…, mas, referia-se a um conceito alargado, válido, actual e pertinente.

Defendia-se um município “facilitador” da localização económica ligada ao mar, concertador entre os detentores públicos e privados dos espaços da margem sul para viabilizar as intervenções de requalificação, simultaneamente promotor dum ambiente de economia do mar em todas as suas vertentes propício a atrair estruturas científicas e tecnológica, ligadas à I&DT do mar… Era a especialização territorial que não se verificando faz com que os concelhos tendam naturalmente a definhar…

Editado no Diário as Beiras

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