terça-feira, 10 de julho de 2018

OPINIÃO: AVALIAR IMPÕE-SE


Tenho alguma dificuldade em admitir que eventos da moda, como é o caso do Sunset, sejam muito relevantes para a cidade enquanto potencial de atração de gentes e visitantes, e, tenho também dificuldade em admitir que os mesmos devam ser realizados a expensas públicas.

Quer pelo público-alvo que alcança, quer pelos custos que traz à cidade a sua realização (manutenção de infraestruturas, salubridade e limpeza urbana, vandalização de espaços público, etc), instala-se-me a dúvida a cada edição!

As empresas organizadoras “vendem” o evento a troco da promoção local aos Municípios. Exigem porém contrapartidas de organização, de logística, de disponibilização de meios que são verdadeiros cadernos de encargos, que obrigam a uma afectação de recursos municipais elevados e sobre os quais me assalta a dúvida se os impostos dos munícipes se devem aplicar a este propósito. Tenho dúvidas no que perceciono, mas julgo que o “produto sunset” como se diz “em bom marketing territorial” está consolidado, permitindo fazer uma avaliação séria do seu impacto para a cidade.

Ao fim de 7anos (se não me engano!), qual o retorno do evento? O que deu, e dá à cidade face ao investimento público local? Qual o incremento na economia privada? Qual o nível de alavancagem do comércio em geral, do alojamento e da alimentação em especial? Enfim avaliar impõe-se, para calar as vozes desalinhadas que, tal como eu, dali não vêem a relevância justificativa.
Isabel Maranha Cardoso
Editado Diário as Beiras

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