quarta-feira, 20 de outubro de 2021

O PRIMEIRO DIA DE SANTANA LOPES NO REGRESSO À CAMARA DA FIGUEIRA DA FOZ


 No primeiro dia como presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes admite fazer três mandatos e assume que esta não será a sua última batalha política.

 "Se fizer 12 anos, saio da Figueira da Foz com 77. Serei mais novo do que o Joe Biden quando foi eleito presidente dos Estados Unidos". É esta a resposta de Pedro Santana Lopes à pergunta se a Câmara da Figueira da Foz será a sua última batalha política, não sem antes citar Jorge Palma: "enquanto houver estrada para andar...". Santana Lopes regressou esta segunda-feira, 20 anos depois, à presidência da autarquia figueirense, despertando a curiosidade de munícipes e trabalhadores.

 Faltam cinco minutos para as nove horas da manhã quando Pedro Santana Lopes chega à Câmara. Apesar de conhecer bem o edifício, faz questão de dar uma volta por todos os cantos, só se instalando no gabinete pelas 10.30 horas. "Vi muitas caras conhecidas do meu tempo. Algumas estão exatamente iguais", brinca o autarca, completando que "são os ares da Figueira, que conservam as pessoas".

 O gabinete da presidência, nota, está praticamente igual ao que estava em 2001, quando terminou o anterior mandato. Só a disposição da secretária está diferente, o que não o preocupa, por causa de um hábito antigo. "Não gosto de trabalhar na secretária. Sempre gostei mais de trabalhar na mesa de reuniões, até porque nunca trabalhei bem com o desktop, sou mais de o fazer no portátil ou no smartphone", afirma.

 À hora do pequeno-almoço, num café perto do edifício camarário, é abordado por alguns figueirenses, que lhe dão as boas vindas para o regresso.

 SAÍDA PARA LISBOA

 No primeiro dia na Câmara Municipal, Santana Lopes mostra os gabinetes aos novos vereadores e tem algumas reuniões com chefes de divisão. "Mais na parte financeira e dos recursos humanos. São os mais prementes, porque temos o Orçamento Municipal para apresentar até ao final do ano", lembra.

 Às 13.30 horas, almoça com a sua equipa no Marégrafo, em Buarcos, e, 40 minutos depois, arranca para Lisboa, para a cerimónia de tomada de posse de Carlos Moedas como presidente da Câmara da capital. "Ele insistiu muito que eu fosse, até pelo meu passado como presidente da Câmara de Lisboa", destaca. No restaurante, ainda voltaria a ser abordado por alguns munícipes, não se negando a tirar algumas fotografias com outros clientes.

 DESAFIOS PELA FRENTE

 De regresso à Figueira da Foz, após 20 anos, Santana Lopes assinala que encontrou uma cidade "bonita, mas ainda com muito para fazer", admitindo estar agora a colocar-se ao corrente dos dossiês. "Houve três presidentes desde a minha saída e não gosto de criticar os meus antecessores, porque certamente deram o seu melhor. Há coisas que estão melhores, mas também há coisas que estão iguais e outras piores. Há muito trabalho pela frente e estamos empenhados nisso", admite.

 Do que já se informou, garante que a situação financeira "é tranquila", já a económica ainda não sabe bem. "Depende do equilíbrio entre o deve e o haver, e isso ainda não estou totalmente por dentro", assume o autarca.

 As obras no Paço de Maiorca e a erosão costeira, onde o seu trabalho passará mais pela sensibilização da administração central, são dois dos primeiros assuntos a que se vai dedicar.

 SEM MEDO DA MINORIA E AFASTADO DO PSD

 Apesar de não ter maioria na Câmara, Pedro Santana Lopes não se mostra preocupado e garante que tal não o impedirá de governar. "Temos mais casos de câmaras com minoria e não é por isso que são ingovernáveis. É uma situação que se vai resolver naturalmente", afirma, afastando, para já, qualquer cenário de acordos com outras forças políticas. Sobre o PSD, que elegeu um vereador, nem uma palavra, quer a nível local, quer nacional. "Vejo a situação atual do PSD ao longe. Desejo boa sorte a quem o for lide

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