sexta-feira, 19 de junho de 2026
quarta-feira, 17 de junho de 2026
terça-feira, 16 de junho de 2026
DIFICIL DE ENTENDER ESTA NOSSA JUSTIÇA
TRIBUNAL CONCLUIU QUE ODAIR NÃO TINHA FACA E CONDENA PSP
A PENA SUSPENSA
O agente da PSP que matou Odair Moniz na Cova da Moura,
Amadora, em outubro de 2024 foi hoje condenado a três anos e seis meses de pena
suspensa, com o tribunal a considerar que não existiu nenhuma faca.
A leitura do acórdão decorreu hoje, no Tribunal de Sintra,
tendo o coletivo de juízes dado como provado a maior parte dos factos que
constam na acusação do Ministério Público e, em relação à existência de um
punhal, o tribunal considerou que "foi produzida prova abundante
de que Odair não tinha qualquer faca".
"Nem o colega que o acompanhava, nem as restantes
testemunhas, mais ninguém viu qualquer lâmina, qualquer faca no momento em que
acontecem os disparos", disse a juíza, acrescentando que "houve
uma legítima defesa, mas com excesso de meios".
O advogado do agente condenado diz que o recurso da sentença
está a ser ponderado. "Entendemos que o facto de não se ver a faca não quer
dizer que não exista faca", justificou.
Apesar do excesso de meios reconhecido pelo tribunal, o
coletivo de juízes considerou, por outro lado, que existiram
"circunstâncias muito especiais", uma vez que existiu um momento de
grande proximidade física entre Odair Moniz e o agente Bruno Pinto, com ameaças
de agressão por parte de Odair.
Perante o "excesso de meios" sublinhado pelo
tribunal, a moldura penal de entre oito e 16 anos estipulada para o crime de
homicídio caiu para uma moldura de um ano de prisão e máximo de 10, decidindo o
tribunal pela pena de três anos e seis meses, suspensa na sua execução.
A PSP, por seu turno, aguarda pelo conhecimento formal do
acórdão do tribunal para decidir sobre o regresso à Polícia do agente: "Aguardamos
pelo conhecimento formal da decisão judicial", disse à Lusa o porta-voz da Polícia de Segurança Pública, Sérgio Soares,
questionado sobre o eventual regresso do agente Bruno Pinto à PSP.
Julgamento deu voz a várias testemunhas
Ao longo do julgamento, foram ouvidas várias testemunhas no
Tribunal de Sintra, incluindo agentes da PSP que estiveram na Cova da Moura na
madrugada da morte de Odair Moniz, vizinhos que assistiram ao momento em que
Odair Moniz caiu no chão depois de ser atingido com dois tiros e inspetores da
Polícia Judiciária que participaram na investigação.
Durante o julgamento, o coletivo de juízes, o procurador do
Ministério Público e os advogados tentaram perceber, através do depoimento das
testemunhas, se Odair Moniz tinha uma faca e se usou essa faca para ameaçar os
agentes.
Entre os agentes da PSP, alguns afirmaram ter visto uma faca
junto ao corpo de Odair Moniz, enquanto outros garantiram não ter visto tal
objeto.
Da parte da PJ, as testemunhas afirmaram não existir
qualquer vestígio biológico ou impressão digital de Odair Moniz na faca
encontrada no local, o que torna, segundo os inspetores, muito pouco provável
que o homem cabo-verdiano tenha utilizado a faca.
De acordo com a acusação do Ministério Público, Odair Moniz
foi atingido por duas balas - a primeira na zona do tórax, disparada a entre 20
e 50 centímetros de distância; e a segunda na zona da virilha, disparada a
entre 75 centímetros e um metro de distância.
Via Notícias ao Minuto
NAVAL REMO EM DESTAQUE NAS MODALIDADES DE CANOAGEM E REMO JOVEM
Atleta da
Associação Desportiva Naval Remo (ADNR) garantiu um histórico 5.º lugar em K1F
5000m, em Montemor-o-Velho, perante o apoio da comitiva navalista.
A canoagem
portuguesa viveu um momento histórico no passado domingo, no Centro de Alto
Rendimento de Montemor-o-Velho, durante o Campeonato da Europa de Canoagem. A
atleta Maria Rei, representando as cores da Seleção Nacional, alcançou o 5.º
lugar na prova de K1F 5000m, fixando o tempo de 23:24.229. Este é o melhor
resultado de sempre obtido por Portugal nesta distância e categoria em
campeonatos europeus.
A prova,
disputada ao mais alto nível competitivo europeu, contou com o apoio entusiasta
da comitiva da Associação Desportiva Naval Remo (ADNR), que marcou presença no
recinto para acompanhar de perto a atleta Maria Rei.
“Dei
tudo o que tinha, lutei até ao fim e senti, a cada metro, a energia especial de
competir em casa e de ter a bancada comigo. Mas, tenho pena de não me ter
aguentado no final da prova porque gostava muito de ter subido ao pódio”,
destaca Maria Rei.
“Trabalhamos
para as medalhas, mas o 5.º lugar da Maria na Europa é uma vitória. Como
treinador, a minha perspetiva sobre o recente quinto lugar da Maria no
Campeonato Europeu vai muito além do resultado em si. É verdade que não
trabalhamos para um quinto lugar; nesta equipa, trabalhamos todos os dias com o
foco claro de subir ao pódio e trazer uma medalha. No entanto, o desporto de
elite coloca-nos perante situações e imprevistos próprios da competição que,
desta vez, não jogaram a nosso favor. Para entender o valor deste resultado, é
preciso olhar para trás. A Maria enfrentou um ano extremamente duro, marcado
por problemas de saúde e várias contrariedades que afetaram seriamente o
planeamento e a preparação para este campeonato. Ainda assim, a nível estratégico,
ela correu muitíssimo bem”, destaca Andy Morales, treinador da atleta na ADNR.
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JOVENS DA NAVAL REMO EM DESTAQUE NA ÚLTIMA PROVA
ANTES DO CAMPEONATO NACIONAL
No plano desportivo, as tripulações aproveitaram esta
competição para afinar detalhes técnicos em ambiente de prova. Um dos momentos
de destaque pertenceu a Matilde Neves (Sub-9 Feminino), que competiu inserida
numa regata conjunta com atletas masculinos, registando o melhor tempo absoluto
da prova.
Outro ensaio muito positivo envolveu a tripulação do
Quadri-Scull Sub-15 Feminino (Maria Rodrigues, Lara Rodrigues, Isabelly Griza e
Sara Leal). A embarcação realizou a sua regata em simultâneo com o Quadri
Masculino do Ferroviário do Barreiro, num teste de ritmo exigente que culminou
com a tripulação da Naval a cruzar a linha de meta na primeira posição.
CLASSIFICAÇÕES:


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