quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Eleições Autárquicas na Figueira da Foz


É consensual entre todos os candidatos à câmara municipal nestas eleições. A Figueira da Foz tem potencialidades na área da Economia do Mar que estão longe de serem aproveitadas.
 
Num debate com todos os candidatos à camara da Figueira da Foz, o actual presidente da câmara e candidato João Ataíde (PS) lembrou que é necessário “encarar a questão da aquacultura” criticando o actual governo por causa dos tempos das licenças. Para a Figueira, a aquacultura tem sido “um negócio que só gera complicações”.
 
A questão dos desportos de mar e a inclusão da Figueira nos circuitos de surf e bodyboard, foi sublinhada por Ataíde mas também pelo candidato da CDU, António Baião, que, diz, “é preciso reaproximar a praia da cidade”. Da coligação Somos Figueira, Miguel Almeida (PSD/CDS), completou: “Devolver o mar à cidade não é só um projecto para o surf, é muito maior do que isso.” Para tal é importante reavaliar “a questão da acessibilidade marítima”, ou seja, o assoreamento à entrada na barra do porto.
 
O candidato do BE, Jorge Monteiro , propôs até a criação do pelouro do Mar na câmara da Figueira, caso seja eleito, realçando “a importância que o mar tem para” a cidade. Mas João Paz , que entra na corrida pelo PCTP/MRPP, relembrou a “destruição da frota pesqueira” após a entrada de Portugal na União Europeia e o “controlo que esta exerce” sobre as quotas de pesca.
 
Talvez não caiba à autarquia resolver todas estas questões, mas o candidato da coligação social-democrata perguntou, por fim: “Temos duas fábricas conserveiras na Figueira. Temos de promover o nosso produto.” Por exemplo, em plena campanha eleitoral, “em vez de oferecermos bonés e t-shirts, devíamos oferecer uma lata de sardinha”.
 
Durante o debate, o actual presidente João Ataíde, que quer ser reeleito, sublinhou que a sua candidatura é uma “solução de continuidade” para concluir “uma série de projectos” do seu primeiro mandato. Por causa da actual crise é preciso “cautela”, diz, “sob pena de estarmos a prometer aquilo que não podemos”.
 
Falando da “dinâmica empresarial do concelho”, Ataíde afirma que se “sente agora disponível para se dedicar” a esse projecto, como o do estaleiro naval da Figueira. Diz ter estado “ocupado a resolver o que era difícil: desmantelar processos complexos que não tinham pés nem cabeça e que podiam ter hipotecado a autarquia”.
 
Ao contrário do que diz Ataíde, o candidato do PSD e do CDS afirmou que “a situação do concelho não é a que é pintada: em todas as freguesias temos a sensação de que há um desleixo e não é só falta de dinheiro.” O presidente de câmara tem de se preocupar “com o buraco na estrada” e “com o lixo que cheira mal”, defendeu Miguel Almeida. Há um “descuido em relação ao concelho”, disse, acrescentando que o voto na autarquia não deve ser para “penalizar o governo”, mas para escolher o que é melhor para a Figueira.
 
A CDU não duvida que o facto determinante para qualquer candidatura vencedora na Figueira é a alteração da actual “situação nacional” de crise. O concelho, lembrou o candidato António Baião, tem a maior taxa de desemprego do distrito, sobretudo jovem e feminino: “São cerca de sete mil desempregados. Essa é a nossa maior preocupação.” O seu sonho para a Figueira, se for eleito, é ver “uma cidade com zero desemprego, zero dificuldade de acessibilidades e que o hospital tenha todas as valências de que necessita”, uma vez que a maternidade foi encerrada.
 
Do BE, Jorge Monteiro sublinhou que a sua candidatura não é “contra o investimento privado” em si. Este tem de “ter regras, estar dentro da legalidade, e trazer valor acrescentado”. Deve trazer “garantias de emprego” e não ser feito à custa de “precariedade”. O importante não é ser “privado ou público, a qualidade do investimento é que interessa”.

9 comentários:

Anónimo disse...

Peço desculpa pela correcção, mas Miguel Almeida não disse " devíamos oferecer latas de sardinha ". Ele disse que, efectivamente, em vez e t-shirts, ofereceu latas de sardinha na apresentação da sua candidatura, e, continua a oferecer, como forma, também, de promover a industria conserveira figueirense.
Fica a correcção.
J.M.

Rogério Neves disse...

Caro JM fica o registo e a sua correcção. Não posso alterar o texto pois como viu pelo Link é uma transcrição do Jornal O Público e não me é permitido alterar o texto.

R.MARQUES disse...

Durante o debate, o actual presidente João Ataíde, que quer ser reeleito, sublinhou que a sua candidatura é uma “solução de continuidade” para concluir “uma série de projectos” do seu primeiro mandato. Por causa da actual crise é preciso “cautela”, diz, “sob pena de estarmos a prometer aquilo que não podemos”.
AFINAL EM QUE É QUE FICAMOS SE É DE CONTINUIDADE É PARA CONTINUAR A NÃO CUMPRIR (SINTETICO BUARCOS E CORETO DO JARDIM).
PROMETER O QUE NÃO PODE FOI O QUE ELE FEZ PARA SER ELEITO NA PRIMEIRA VEZ E AGORA É FACIL ATIRAR AS CULPAS PARA CIMA DA CRISE.
FOI A CRISE QUE ESCONDEU O CORETO E O SR. NÃO CONSEGUE ENCONTRÁLO.

Anónimo disse...

Senhor R Marques

Quanto ao coreto o João Ataíde não quis desfazer no trabalho feito pelo Duarte Silva, foi ele que fez o trabalho de requalificação do Jardim Municipal.
Quanto ao Sintético de Buarcos infelizmente você deveria perguntar era quanto o João Ataíde teve de pagar à Somague de indemnização pela falta de cumprimento de Duarte Silva no que diz respeito ao Parque Desportivo de Buarcos.
JR

JULIA SEMEDO disse...

ORA BEM SR.JR ESTÁ A VER O FILME AO CONTRARIO MAS O QUE TEM A VER A COTA COM A PERDIGOTA QUEM FALOU AQUI NO SR. DUARTE SILVA?NAO SOU ADVOGADO DE DEFESA DO SR R.MARQUES MAS DEIXE QUE LHE DIGA QUEM PROMETE E NÃO CUMPRE É MENTIROSO.
QUEM PROMETEU UM SINTETICO EM BUARCOS NA PRESENÇA DO HUGO ALMEIDA?QUEM PROMETEU A RECOLOCAÇÃO DO CORETO?QUEREM VER QUE FOI O FERNANDES TOMÁS.
PASSE BEM

Anónimo disse...

D. Julia Semedo
Concordo consigo que o que é prometido deve ser cumprido mas haverá neste país algum politico que tivesse cumprido o que prometeu. De verdade a bota não bate com a perdigota mas se alguém deve ser responsabilizado pelo estado em que ficou o Jardim Municipal não será concerteza o actual executivo. Quanto ao Sintético em Buarcos pese embora a boa vontade que Ataíde tivesse para o executar este projecto não era exequivel sabe porquê? Porque o executivo anterior fez um projecto para um terreno onde estavam ainda areas por expropriar porque nunca teve a coragem de discutir o assunto com os proprietártios. O actual executivo quando tomou posse apercebeu-se logo do assunto e anunciou publicamente que o Parque Desportivo de Buarcos não podia ser levado em frente e explicou as razões.
Quanto ao coreto deixe-me dar a minha opinião. Também eu gostava de ver novamente o coreto no Jardim mas assalta-me um a dúvida será que no jardim actual o coreto ficaria bem esteticamente?
João Rodrigues

julia semedo disse...

ora porra sr rodrigues mas quem mandou o sr ataíde fazer aquelas promessas? e nunca esteve em causa quem fez ou nao fez quem pagou ou nao pagou o que está em causa é que quem promete e nao cumpre é aldrabão quer seja politico ou não quer seja daqui ou da conchinchina ponto final.

EMPLASTRO disse...

AMIGO JOAO RODRIGUES SE O CORETO FICARIA BEM NO JARDIM ATUAL?PERGUNTE AO DR.ATAÍDE ELE É QUE FEZ A PROMESSA MAS ACHO QUE ELE ACHAVA QUE SIM TANTO ACHAVA QUE PROMETEU.

Anónimo disse...

sr joao rodrigues nao tente desculpar o que nao é desculpavel o homem prometeu e nao cumpriu o sr sabe tao bem como eu o que sao promessas eleitorais porra.