sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Conversa com Louzã Henriques...Tema Álvaro Cunhal


Tenho um agradecimento e um elogio a fazer ao vereador António Tavares, por ter-me proporcionado uma noite inesquecível e uma conversa memorável...
Ontem à noite na Biblioteca Municipal da Figueira ad Foz, Louzã Henriques, um enorme conversador, que esteve várias vezes preso por razões políticas, durante a ditadura fascista, falou de valores simples, mas tão raros nos tempos que se vivem hoje no nosso desgraçado País: Solidariedade, Fraternidade, Amizade, Heroísmo, Luta - persistente e anónima pela construção de um Portugal melhor.
Falou de uma geração que deu tudo – alguns até a vida – pelo seu Povo: a dos comunistas e outros de outras esquerdas, que nos anos negros do fascismo, até ao 25 de Abril de 1974, alguns desde jovens, se arriscavam e afrontavam a ditadura salazarista e toda a sua mesquinhez quotidiana.
Falou das vidas deploráveis dos trabalhadores portugueses desse tempo iníquo - época das grandes fomes, das grandes explorações, da miséria, das grandes greves e repressões do fascismo, das cisões e das mulheres e do seu importante papel nas casas de apoio.
Falou, também, de casos e coisas reais e humanas de muitos que viveram aquelas vidas: o tédio, o desconforto, a solidão, a renúncia, o engenho, a arte, o medo, o heroísmo.
A iniciativa, que juntou várias dezenas de pessoas, aconteceu no âmbito do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, que está também a ser comemorado na Biblioteca Municipal, até 30 novembro, através de uma mostra documental sobre a sua vida e obra, que inclui desenhos e caricaturas realizados por alunos de escolas do concelho.
Hoje, mais do que nunca, é preciso acabar com a mentira que se vive em Portugal. Hoje, mais do que nunca, continua a ser necessário e cada vez mais urgente humanizar este País. Hoje, mais do que nunca, é preciso ter memória.
Por isso, fica registado o meu agradecimento e o meu elogio ao vereador António Tavares.
 
 
Nota: Por um compromisso assumido não pude assistir ontem a "esta conversa com Louza Henriques" de qualquer forma através de António Agostinho e do Outra Margem aqui fica o registo.

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