O Ministério Público (MP) está a investigar
uma alegada falsificação de atas de assembleias gerais da Sociedade Anónima
Desportiva (SAD) da Naval 1º de Maio que levaram à apresentação do Plano
Especial de Revitalização (PER) daquela entidade.
De acordo com fonte ligada ao processo, em causa estão duas atas de
assembleias gerais, realizadas em agosto de 2013, cujo conteúdo e assinaturas na
lista de presenças não corresponderão à verdade - numa foi nomeado João de
Almeida como administrador da Naval Futebol SAD e na outra foi deliberada a
apresentação do PER no tribunal da Figueira da Foz.
De acordo com a mesma fonte, as deliberações que deram origem à apresentação
do PER, após a admissão deste em tribunal, serão nulas caso se confirme a
falsificação de documentos, sendo que foram aquelas que sustentaram a inscrição
da equipa de futebol da Naval no Campeonato Nacional de Seniores, no qual estava
impedida de se inscrever, por dívidas que o PER veio suspender.
O caso foi denunciado às autoridades em dezembro de 2013 através de uma carta
enviada ao Procurador do MP junto do tribunal da Figueira da Foz e à juíza do
processo do Plano Especial de Revitalização. A juíza extraiu uma certidão que
enviou ao Ministério Público e o processo encontra-se em investigação, confirmou
fonte judicial.
Na denúncia lê-se, entre outros aspetos, que "contrariamente" ao que consta
nas atas (a presença de todos os acionistas da Naval Futebol SAD) "não é
verdade" que a totalidade do capital social estivesse representado e aponta-se
uma alegada "falsificação de assinaturas constantes da lista de presenças".
Ouvido pela Lusa, André Rodrigues, um dos acionistas dado como presente,
recusou ter participado nas assembleias: "Na lista de presenças da assembleia
que elegeu o João de Almeida [16 de agosto] não é a minha assinatura, alguém
assinou por mim", acusou.
Disse, no entanto, não ter visto a lista de presenças da assembleia de 21 de
agosto que resultou na apresentação do PER em tribunal: "pressuponho que alguém
terá assinado por mim, já que a ata diz que estavam todos presentes e eu não
estava", declarou.
Também José Ferreira, cuja presença na assembleia de 16 de agosto é dada como
certa pela ata e por uma rubrica na lista de presenças, recusou ter participado.
"Fisicamente não estive", afirmou o antigo acionista, que reside em França.
Já Pedro Santos, antigo treinador da Naval Futebol SAD, que secretariou as
reuniões, disse que assinou as atas "no escritório" de uma das empresas de
Aprígio Santos - que lidera a Naval 1º de Maio há 23 anos e detém a maioria das
ações da sociedade - e não nas assembleias, realizadas, de acordo com as atas,
no estádio municipal, sede da SAD.
"À minha frente só estava o presidente da mesa [António Gravato], assinei eu
e ele (?) Chamaram-me lá porque tinha de se assinar não sei o quê, porque
necessitavam de dois administradores na SAD. Assinei porque na altura acreditava
nas pessoas", afirmou, recusando que André Rodrigues, José Ferreira ou o próprio
Aprígio Santos estivessem no local, embora João de Almeida, o administrador
nomeado estivesse presente.
"Estava lá [no escritório] mas não foi em assembleia nenhuma. Foi só para
assinar as coisas, foi tudo arranjado à pressa para entregar as coisas em
tribunal, assembleias não houve nenhuma", disse João de Almeida.
Fonte da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) confirmou, por seu turno, ter
recebido uma "cópia" da denúncia enviada ao Ministério Público.
"Tomámos conhecimento e está arquivada nos nossos serviços. Mas são questões
de natureza, eventualmente, criminal que cabe às instâncias judiciais analisar",
declarou.



9 comentários:
Agora é que esta o caldo entornado.
A provarem-se estes factos a soluçao é so uma: atras das grades com este corrupto do Aprigio.
Alguns comentários estavam aqui, e agora ja não estão!!! E não havia nada demais, só alguns nomes citados, estranho.....
Como Administrador deste Blog fui obrigado a remover dois comentários ja que quem os escreveu não teve a coragem de os assinar e os ditos comentários reportavam-se a pessoas que Têm direito ao seu bom nome até que se prove o contrário.
Sabem que neste Blogue não entram ofensas pessoais e foi isso o que aconteceu por distração minha
Concordo Rogério.
ja previa isto o joao nunca tirou o tapete ao aprigio agora foi o fim que tiro deu o aprigio no pe quando e que o presidente da camara retira o estadio a sad pois nem pagamentos faz dou o exemplo do leiria ai ajudava acabar com tudo e comecar de novo entao onde estao as actas com os socios a autorizar a naval para sad desconfio que foi tudo artistico
É uma dor de alma assistir esta onda de episódios que se sucedem à velocidade de um Ferrari, que naturalmente se vai espetar contra uma parede e destruir-se.
No dia 4 de Julho de 1997 desapareceu a história do clube,brevemente irá desaparecer o próprio Clube.
Se é que já não existe!
Mas será que uma só pessoa é que é a responsável pelo estado da Associação Naval 1º. de Maio ? Se um fez o que quis, outros, sucessivamente, deixaram e permitiram que o "estado de coisas" levasse à situação em que o Clube se encontra ! Que se tornem públicas os elementos das direcções do Clube na era de Aprígio Santos ! Não foi mesmo a Câmara Municipal da Figueira da Foz e mais concretamente um dos seus presidentes que "criou e alimentou o monstro" ?
Por algum motivo todos sairam e só ele permanece. Pq será?
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